O economista João Pedro Stédile é o principal lider do MST( Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Responde críticas que o MST sofre por invasões violentas e pela suposta falta de transparência na prestação de contas de recursos públicos que recebe por meio de ONGs. Tratará também sobre o relacionamento do movimento com o governo lula.
Lírio Luiz Baggio Júnior
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Transporte Coletivo e Pedágios - Audiência Pública
Um país como o nosso - que investe tão pouco em educação - não contribui para a formação de um povo capaz de exercer a sua cidadania, por esta razão a nossa participação nos destinos do Brasil é muito acanhada e assim alguns deitam e rolam as nossas custas.
Bento Gonçalves não tem um ônibus direto para Porto Alegre e vice-versa. Muitas vezes poderíamos ir de ônibus para a capital, mas por este motivo: TEMPO, não o fazemos, além do valor da passagem não compensar, ou seja, dá na mesma, se não for mais caro que ir só de carro. Duas pessoas então nem se fala.
Mas ainda com relação ao tempo, é importante observar que de Bento a Capital há entre lombadas e pardais mais ou menos uns 15 aparelhos e um pedágio. A nossa falta de civilidade, fruto da má educação, o não respeito à sinalização é que determina a existência de tantos controladores de velocidade.
Antes desta parafernália toda, ia-se a Porto Alegre no máximo em hora e meia, respeitando os limites de velocidade e mais, sem a duplicação de São Vendelino a Scharlau e o pedágio. Hoje se consegue este tempo apenas de madrugada. Quem gosta de Fórmula Um sabe o quanto pode representar uma parada no box, talvez a perda da corrida, eis a importância da questão tempo no mundo moderno. Até chá enlatado já existe de tanta pressa que se tem.
O exemplo da Fórmula Um serve para ilustrar o quanto se perde de tempo a cada controlador de velocidade e no pedágio, menos mal que há só um. Isto não significa que em alguns pontos não se deva reduzir a velocidade, para segurança dos pedestres, mas outras providencias poderiam ser tomadas para isto, mas há alguns em locais sem esta necessidade.
Calculando por baixo isto pode representar 15 minutos. Vamos supor então que a empresa Bento tenha dez ônibus que vão a e voltam de Porto Alegre diariamente. Isto significa 300 minutos ou 5 horas, 365 dias por ano 1825 horas, ou seja, 76 dias por ano. Esta perda diária daria, no mínimo, para se colocar mais um ônibus, que aumentaria o faturamento e lucro da empresa e poderia ser revertido em conforto, talvez emprego, mais um ônibus, impostos, etc. Afinal, isto pode representar um faturamento anual aproximado de R$ 600 mil.
O melhor aproveitamento da frota, entre outras, deveria levar também a uma redução nos preços das passagens.
O custo do transporte é elevadíssimo no Brasil, pois depende muito da malha rodoviária e o tempo que se perde, o gasto na manutenção dos veículos, perda de pneus pelas más condições das estradas, fazem que os nossos produtos sejam pouco competitivos.
O tráfego nas rodovias precisa fluir, para isto que elas foram feitas, afinal por onde se escoa a riqueza produzida neste país? Enquanto não há ferrovias e hidrovias, nada se pode fazer.
Tudo isto faz parte do que chamamos CUSTO BRASIL, o mau uso do dinheiro público, investimentos mau feitos, estradas ruins, tempo perdidos com excesso de burocracia, entre tantos outros, precisam ser geridos para de forma a dar maior eficiência aos serviços públicos e para a competitividade dos nossos produtos.
O pedágio é um custo importante no preço dos produtos, pois ele não é apenas o valor cobrado na cancela, ele entra no custo do arroz, do feijão, da banana, do móvel, do vinho, etc. e se multiplica pela elevada carga tributária, jamais vista na história deste país. Aliás, jamais ouvi o nosso presidente se referir a ela desta forma, como o faz seguidamente em outras questões.
Nunca – na história do Rio Grande do Sul – se viu estradas tão ruins, como disse um cidadão na audiência pública, não são rodovias, mas sim REMENDOVIAS. Pior, dizem que as concessionárias estão reclamando indenização de quase R$ 2 bilhões.
A maioria das pessoas está focada única e exclusivamente no pedágio e nenhuma outra solução é procurada. Sempre há uma maneira melhor de se fazer qualquer coisa, este é o preceito geral da administração.
Como disse um cidadão na audiência: “e o IPVA pra que serve?” O que é feito deste dinheiro, realmente, falta muita transparência no uso das verbas públicas, mas se a sociedade civil não participar ativamente, controlando e cobrando, o uso dos recursos, tudo continuará como era dantes. A audiência foi um bom indício de que podemos mudar, basta querer.
Bento Gonçalves não tem um ônibus direto para Porto Alegre e vice-versa. Muitas vezes poderíamos ir de ônibus para a capital, mas por este motivo: TEMPO, não o fazemos, além do valor da passagem não compensar, ou seja, dá na mesma, se não for mais caro que ir só de carro. Duas pessoas então nem se fala.
Mas ainda com relação ao tempo, é importante observar que de Bento a Capital há entre lombadas e pardais mais ou menos uns 15 aparelhos e um pedágio. A nossa falta de civilidade, fruto da má educação, o não respeito à sinalização é que determina a existência de tantos controladores de velocidade.
Antes desta parafernália toda, ia-se a Porto Alegre no máximo em hora e meia, respeitando os limites de velocidade e mais, sem a duplicação de São Vendelino a Scharlau e o pedágio. Hoje se consegue este tempo apenas de madrugada. Quem gosta de Fórmula Um sabe o quanto pode representar uma parada no box, talvez a perda da corrida, eis a importância da questão tempo no mundo moderno. Até chá enlatado já existe de tanta pressa que se tem.
O exemplo da Fórmula Um serve para ilustrar o quanto se perde de tempo a cada controlador de velocidade e no pedágio, menos mal que há só um. Isto não significa que em alguns pontos não se deva reduzir a velocidade, para segurança dos pedestres, mas outras providencias poderiam ser tomadas para isto, mas há alguns em locais sem esta necessidade.
Calculando por baixo isto pode representar 15 minutos. Vamos supor então que a empresa Bento tenha dez ônibus que vão a e voltam de Porto Alegre diariamente. Isto significa 300 minutos ou 5 horas, 365 dias por ano 1825 horas, ou seja, 76 dias por ano. Esta perda diária daria, no mínimo, para se colocar mais um ônibus, que aumentaria o faturamento e lucro da empresa e poderia ser revertido em conforto, talvez emprego, mais um ônibus, impostos, etc. Afinal, isto pode representar um faturamento anual aproximado de R$ 600 mil.
O melhor aproveitamento da frota, entre outras, deveria levar também a uma redução nos preços das passagens.
O custo do transporte é elevadíssimo no Brasil, pois depende muito da malha rodoviária e o tempo que se perde, o gasto na manutenção dos veículos, perda de pneus pelas más condições das estradas, fazem que os nossos produtos sejam pouco competitivos.
O tráfego nas rodovias precisa fluir, para isto que elas foram feitas, afinal por onde se escoa a riqueza produzida neste país? Enquanto não há ferrovias e hidrovias, nada se pode fazer.
Tudo isto faz parte do que chamamos CUSTO BRASIL, o mau uso do dinheiro público, investimentos mau feitos, estradas ruins, tempo perdidos com excesso de burocracia, entre tantos outros, precisam ser geridos para de forma a dar maior eficiência aos serviços públicos e para a competitividade dos nossos produtos.
O pedágio é um custo importante no preço dos produtos, pois ele não é apenas o valor cobrado na cancela, ele entra no custo do arroz, do feijão, da banana, do móvel, do vinho, etc. e se multiplica pela elevada carga tributária, jamais vista na história deste país. Aliás, jamais ouvi o nosso presidente se referir a ela desta forma, como o faz seguidamente em outras questões.
Nunca – na história do Rio Grande do Sul – se viu estradas tão ruins, como disse um cidadão na audiência pública, não são rodovias, mas sim REMENDOVIAS. Pior, dizem que as concessionárias estão reclamando indenização de quase R$ 2 bilhões.
A maioria das pessoas está focada única e exclusivamente no pedágio e nenhuma outra solução é procurada. Sempre há uma maneira melhor de se fazer qualquer coisa, este é o preceito geral da administração.
Como disse um cidadão na audiência: “e o IPVA pra que serve?” O que é feito deste dinheiro, realmente, falta muita transparência no uso das verbas públicas, mas se a sociedade civil não participar ativamente, controlando e cobrando, o uso dos recursos, tudo continuará como era dantes. A audiência foi um bom indício de que podemos mudar, basta querer.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
PSB 40 BENTO GONÇALVES APRESENTA NOVA EXECUTIVA
O PSB de Bento Gonçalves tem nova Executiva. No dia 28 de novembro foi realizado o congresso municipal do partido que definiu novo diretório e uma nova executiva que terá a missão de comandar a sigla na próxima eleição onde o Partido Socialista Brasileiro deverá ter candidatos concorrendo ao governo do estado e a Presidência da República, com os deputados Beto Albuquerque e Ciro Gomes, respectivamente.
A executiva ficou composta por:
Presidente: VILMAR BÁGGIO
Vice-presidente: FABIANO FILIPPI CHIELLA
Secretário de organização: LUCIANE SBERSE
Primeiro secretário: WERNER SCHUMACHER
Vice-secretário: VALTERI BRESSAN
Secretário de finanças: LIGIANE MULLER ARNOT
Segundo secretário: MARCOS RIGOTTI
Divulgação: VILSON MOURA
Comissão de ética: SIANE FABRIS, VILMA BÁGGIO, ILDO REUS PELICIOLI FILHOS
O partido também torna pública a possibilidade de lançar, como ocorreu no último pleito, candidato a deputado. O Sr. Werner Schumacher disponibilizou seu nome para que o PSB faça uso nas esferas estadual ou federal.
Como vice-presidente, quero parabenizar o ex-presidente, Sr. Luis Fabris pelo excelente trabalho que desempenhou em prol ao partido e desejo ao novo presidente, Sr. Vilmar Baggio, muito sucesso e empenho na luta socialista, além de cumprimentá-lo pela coragem em assumir a tarefa de levar adiante a bandeira socialista em períodos políticos conturbados, onde as alianças e os interesses variam de acordo com a possibilidade de poder. A ética e a ideologia partidária estão sendo esquecidos ou negociados, não em benefício ao povo, mas ao interesse material e capital de cada político.
Fabiano Filippi Chiella
A executiva ficou composta por:
Presidente: VILMAR BÁGGIO
Vice-presidente: FABIANO FILIPPI CHIELLA
Secretário de organização: LUCIANE SBERSE
Primeiro secretário: WERNER SCHUMACHER
Vice-secretário: VALTERI BRESSAN
Secretário de finanças: LIGIANE MULLER ARNOT
Segundo secretário: MARCOS RIGOTTI
Divulgação: VILSON MOURA
Comissão de ética: SIANE FABRIS, VILMA BÁGGIO, ILDO REUS PELICIOLI FILHOS
O partido também torna pública a possibilidade de lançar, como ocorreu no último pleito, candidato a deputado. O Sr. Werner Schumacher disponibilizou seu nome para que o PSB faça uso nas esferas estadual ou federal.
Como vice-presidente, quero parabenizar o ex-presidente, Sr. Luis Fabris pelo excelente trabalho que desempenhou em prol ao partido e desejo ao novo presidente, Sr. Vilmar Baggio, muito sucesso e empenho na luta socialista, além de cumprimentá-lo pela coragem em assumir a tarefa de levar adiante a bandeira socialista em períodos políticos conturbados, onde as alianças e os interesses variam de acordo com a possibilidade de poder. A ética e a ideologia partidária estão sendo esquecidos ou negociados, não em benefício ao povo, mas ao interesse material e capital de cada político.
Fabiano Filippi Chiella
A caminho de uma só empresa
Quem pensaria, há não muito tempo atrás, que as cervejas Brahma e Antártica fariam parte de uma só empresa, a AmBev. O mesmo vale para a Sadia e a Perdigão, bem como para os bancos Itaú e Unibanco.
A concentração de empresas em grandes corporações, via aquisição ou fusão, é uma tendência mundial com o intuito de que estas se fortaleçam e, com maior poder de barganha, sejam mais competitivas neste mercado extremamente globalizado.
Bom ou ruim, isto vem acontecendo cada vez mais, vejam o caso agora da fusão entre o Pão de Açúcar e Casas Bahia, as duas juntas terão 1.015 lojas, com um total de 137 mil funcionários, tornando-se o maior empregador do país e em 5º lugar entre as maiores empresas, ficando atrás apenas da Petrobrás, Vale, Gerdau e Ambev.
Estas concentrações visam controlar o mercado, provavelmente, 50% do mercado de eletrodomésticos, eletrônicos artigos de informática, etc. estará na mão desta rede e, comenta-se, que em São Paulo 70%.
O objetivo destas concentrações também é a manutenção do lucro, cada vez mais espremido pela forte concorrência, logo alianças são necessidades estratégicas para a manutenção do lucro, tirando do mercado o poder de fixar os preços.
Com maior poder de barganha, as novas negociações implicarão na redução de preços e maior prazo de pagamento, podendo trazer dificuldades para os fornecedores. Cabe ressaltar, ainda, que as Casas Bahia é proprietária da fábrica de móveis Bartira, indicando uma verticalização por parte da empresa em alguns itens do seu negócio, pois a preferência é para a fábrica deles, depois para as outras.
Os nossos moveleiros que se cuidem, talvez esteja na hora de pensarem também em fusões, aquisições, etc., seguir o exemplo.
Há também uma sobreposição de lojas, calcula-se em 100 estabelecimentos que deverão ser fechados, mais o setor administrativo único, redundará na demissão de muitos funcionários. A economia gerada pela fusão será de R$ 2 bilhões, para um faturamento estimado de R$ 18 bilhões, dá pra perceber o quanto isto representa para o aumento do lucro.
As Casas Bahia, por outro lado, mais parece um banco travestido que uma empresa verejista, já que o ganho financeiro é, no mínimo, igual ao lucro. Eles tem 32 milhões de clientes e graças a sua particular política de crédito, apenas 1 milhão destes estão com atrasos nos pagamentos.
“Um pais só é forte se as suas empresas são fortes e as fusões são o caminho para isto”, afirma o consultor de empresas Nelson Barrizzelli, mas o Pão de Açúcar, é uma empresa brasileira ou do grupo francês Casino?
Tudo é relativo nesta vida, mas o poder está indo cada vez mais para poucos bilionários, pouco mais de 300 deles, controlam 80% da riqueza gerada no mundo. Controlar grande parcela do mercado, quando não é monopólio, é oligopólio e isto pode ser classificado como um “crime” econômico.
A realidade é que o mundo dos negócios está voltado – única e exclusivamente - para a satisfação da eficiência econômica e não para a satisfação das necessidades humanas, embora esta seja o fundamento da economia.
Infelizmente, o racionalismo econômico nos está conduzindo para uma concentração de renda jamais vista na história mundial e este caminho é o de poucas empresas e com isto o futuro do emprego está comprometido.
A concentração de empresas em grandes corporações, via aquisição ou fusão, é uma tendência mundial com o intuito de que estas se fortaleçam e, com maior poder de barganha, sejam mais competitivas neste mercado extremamente globalizado.
Bom ou ruim, isto vem acontecendo cada vez mais, vejam o caso agora da fusão entre o Pão de Açúcar e Casas Bahia, as duas juntas terão 1.015 lojas, com um total de 137 mil funcionários, tornando-se o maior empregador do país e em 5º lugar entre as maiores empresas, ficando atrás apenas da Petrobrás, Vale, Gerdau e Ambev.
Estas concentrações visam controlar o mercado, provavelmente, 50% do mercado de eletrodomésticos, eletrônicos artigos de informática, etc. estará na mão desta rede e, comenta-se, que em São Paulo 70%.
O objetivo destas concentrações também é a manutenção do lucro, cada vez mais espremido pela forte concorrência, logo alianças são necessidades estratégicas para a manutenção do lucro, tirando do mercado o poder de fixar os preços.
Com maior poder de barganha, as novas negociações implicarão na redução de preços e maior prazo de pagamento, podendo trazer dificuldades para os fornecedores. Cabe ressaltar, ainda, que as Casas Bahia é proprietária da fábrica de móveis Bartira, indicando uma verticalização por parte da empresa em alguns itens do seu negócio, pois a preferência é para a fábrica deles, depois para as outras.
Os nossos moveleiros que se cuidem, talvez esteja na hora de pensarem também em fusões, aquisições, etc., seguir o exemplo.
Há também uma sobreposição de lojas, calcula-se em 100 estabelecimentos que deverão ser fechados, mais o setor administrativo único, redundará na demissão de muitos funcionários. A economia gerada pela fusão será de R$ 2 bilhões, para um faturamento estimado de R$ 18 bilhões, dá pra perceber o quanto isto representa para o aumento do lucro.
As Casas Bahia, por outro lado, mais parece um banco travestido que uma empresa verejista, já que o ganho financeiro é, no mínimo, igual ao lucro. Eles tem 32 milhões de clientes e graças a sua particular política de crédito, apenas 1 milhão destes estão com atrasos nos pagamentos.
“Um pais só é forte se as suas empresas são fortes e as fusões são o caminho para isto”, afirma o consultor de empresas Nelson Barrizzelli, mas o Pão de Açúcar, é uma empresa brasileira ou do grupo francês Casino?
Tudo é relativo nesta vida, mas o poder está indo cada vez mais para poucos bilionários, pouco mais de 300 deles, controlam 80% da riqueza gerada no mundo. Controlar grande parcela do mercado, quando não é monopólio, é oligopólio e isto pode ser classificado como um “crime” econômico.
A realidade é que o mundo dos negócios está voltado – única e exclusivamente - para a satisfação da eficiência econômica e não para a satisfação das necessidades humanas, embora esta seja o fundamento da economia.
Infelizmente, o racionalismo econômico nos está conduzindo para uma concentração de renda jamais vista na história mundial e este caminho é o de poucas empresas e com isto o futuro do emprego está comprometido.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
SERRA DESISTIRÁ DA CORRIDA ELEITORAL
Segundo o deputado do PSB-CE, Ciro Gomes, José Serra se dará conta da derrota eleitoral e desistirá de comcorrer a presidencia. Acompanhe a entrevista no link abaixo.
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/12/03/ult5773u3208.jhtm
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/12/03/ult5773u3208.jhtm
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Chandon - O último dos Moicanos
Todas as multinacionais que atuavam na vitivinicultura nacional deixaram o país. Estas empresas foram responsáveis na década de 80 por uma grande melhora qualitativa dos nossos vinhos. Mas multinacional não tem pátria e se movem para onde há melhores condições de produzir e lucrar.
A exceção é a Chandon, que está no país pelo crescente mercado brasileiro de espumantes e pelo fato de que a nossa uva é uma matéria-prima de excelente qualidade para a produção de espumantes. De acordo com Mevel, o enólogo da Chandon no Brasil, o produto aqui elaborado é o espumante das Américas.
O Brasil é um país muito bonzinho, apóia o Chaves, o Zelaya e recebe de braços abertos o presidente do Irã, além de praticar uma política monetária que coloca a nossa moeda no primeiro posto entre as moedas mais valorizadas do mundo.
Isto torna conveniente a importação de produtos, ficam extremamente baratos no nosso mercado e os produtos nacionais não conseguem competir, seja no mercado interno como externo. O nosso gás industrial é o segundo mais caro do mundo, o lanche Big Mac é o sexto mais caro do mundo e, disse ontem um empresário, que tem fábrica em Barem, ser a nossa água mais cara que a de lá, mesmo passando por dessalinização.
Em contrapartida, a Argentina mantém sua moeda desvalorizada (assim como a China) para favorecer as exportações de seus produtos e possui extensas áreas de terras com vinhedos. Há lá propriedades enormes, famílias sozinhas com mil ou mais hectares é comum. Como bem disse Adriano Miolo em entrevista à revista de circulação semanal: “propriedades deste porte ou maiores é condição sinequanon para ser competitivo no mercado internacional”. Colheita mecânica 24 horas por dia é possível neste país.
Aqui na Serra Gaúcha as propriedades são pequenas – em média 2 hectares de vinhedos por família – e a produção em zona montanhosa é mais custosa. De acordo com estudos realizados na Europa, a produção de uvas em montanha requer dez horas mais de trabalho que aquela em planície. Lá os produtores de vinho de montanha se uniram, criaram uma associação e recebem subsídios, pois cidades milenares estavam sujeitas a desaparecer.
Ninguém se deu por conta ainda que a Serra Gaúcha é a única região da América Latina a produzir vinhos em áreas montanhosas. A mais de 13 anos isto vem sendo dito, mas ninguém dá importância ao assunto.
Na Argentina, produções de 30, 40 ou mais toneladas de uva por hectare não é problema, é comum e esta produção é extremamente competitiva a nível mundial. Não se trata de enologia de qualidade, mas de produtos populares a preços baixíssimos.
A parte as questões monetária e cambial, melhores condições climáticas e de solo para a produção da fruta, o nosso Brasil ainda pratica uma das mais altas cargas tributárias do mundo.
Também, a nossa burocracia e o famigerado Custo Brasil, fazem com que seja melhor investir noutro país e para cá exportar. Qualquer rótulo aqui entra, não precisa seguir as normas de rotulagem exigidas para os produtos nacionais. Produtos importados entram no nosso mercado, mesmo que não permitidos legalmente de serem elaborados aqui, pela simples alegação de que são típicos em seu país de origem. E assim por diante.
A saída das multinacionais na produção de vinhos no país provocou – positivamente – o surgimento de inúmeras vinícolas. Em poucos anos o número de estabelecimento praticamente dobrou, mas é uma produção muito pulverizada e sem capacidade de logística e distribuição de seus produtos. A sobrevivência destas empresas se dá com muita dificuldade e o governo do Estado ainda aplica a substituição tributária para aumentá-las.
Não basta chorar, reclamar, etc., é preciso reestruturar a nossa vitivinicultura, pois mais de 15 mil famílias vivem da produção de uvas na Serra Gaúcha. Mesmo que outras terras, planas e mecanizáveis, sejam trabalhadas, não podemos deixar que estas famílias abandonem a sua atividade. Graças a elas vivemos em um paraíso, de extrema beleza e potencial turístico.
No entanto, a persistir a política econômica do país, as faltas de política industrial, agrícola e de planejamento, continuarão a mandar empresas para fora do país e a exportar empregos.
Werner Schumacher
Economista
A exceção é a Chandon, que está no país pelo crescente mercado brasileiro de espumantes e pelo fato de que a nossa uva é uma matéria-prima de excelente qualidade para a produção de espumantes. De acordo com Mevel, o enólogo da Chandon no Brasil, o produto aqui elaborado é o espumante das Américas.
O Brasil é um país muito bonzinho, apóia o Chaves, o Zelaya e recebe de braços abertos o presidente do Irã, além de praticar uma política monetária que coloca a nossa moeda no primeiro posto entre as moedas mais valorizadas do mundo.
Isto torna conveniente a importação de produtos, ficam extremamente baratos no nosso mercado e os produtos nacionais não conseguem competir, seja no mercado interno como externo. O nosso gás industrial é o segundo mais caro do mundo, o lanche Big Mac é o sexto mais caro do mundo e, disse ontem um empresário, que tem fábrica em Barem, ser a nossa água mais cara que a de lá, mesmo passando por dessalinização.
Em contrapartida, a Argentina mantém sua moeda desvalorizada (assim como a China) para favorecer as exportações de seus produtos e possui extensas áreas de terras com vinhedos. Há lá propriedades enormes, famílias sozinhas com mil ou mais hectares é comum. Como bem disse Adriano Miolo em entrevista à revista de circulação semanal: “propriedades deste porte ou maiores é condição sinequanon para ser competitivo no mercado internacional”. Colheita mecânica 24 horas por dia é possível neste país.
Aqui na Serra Gaúcha as propriedades são pequenas – em média 2 hectares de vinhedos por família – e a produção em zona montanhosa é mais custosa. De acordo com estudos realizados na Europa, a produção de uvas em montanha requer dez horas mais de trabalho que aquela em planície. Lá os produtores de vinho de montanha se uniram, criaram uma associação e recebem subsídios, pois cidades milenares estavam sujeitas a desaparecer.
Ninguém se deu por conta ainda que a Serra Gaúcha é a única região da América Latina a produzir vinhos em áreas montanhosas. A mais de 13 anos isto vem sendo dito, mas ninguém dá importância ao assunto.
Na Argentina, produções de 30, 40 ou mais toneladas de uva por hectare não é problema, é comum e esta produção é extremamente competitiva a nível mundial. Não se trata de enologia de qualidade, mas de produtos populares a preços baixíssimos.
A parte as questões monetária e cambial, melhores condições climáticas e de solo para a produção da fruta, o nosso Brasil ainda pratica uma das mais altas cargas tributárias do mundo.
Também, a nossa burocracia e o famigerado Custo Brasil, fazem com que seja melhor investir noutro país e para cá exportar. Qualquer rótulo aqui entra, não precisa seguir as normas de rotulagem exigidas para os produtos nacionais. Produtos importados entram no nosso mercado, mesmo que não permitidos legalmente de serem elaborados aqui, pela simples alegação de que são típicos em seu país de origem. E assim por diante.
A saída das multinacionais na produção de vinhos no país provocou – positivamente – o surgimento de inúmeras vinícolas. Em poucos anos o número de estabelecimento praticamente dobrou, mas é uma produção muito pulverizada e sem capacidade de logística e distribuição de seus produtos. A sobrevivência destas empresas se dá com muita dificuldade e o governo do Estado ainda aplica a substituição tributária para aumentá-las.
Não basta chorar, reclamar, etc., é preciso reestruturar a nossa vitivinicultura, pois mais de 15 mil famílias vivem da produção de uvas na Serra Gaúcha. Mesmo que outras terras, planas e mecanizáveis, sejam trabalhadas, não podemos deixar que estas famílias abandonem a sua atividade. Graças a elas vivemos em um paraíso, de extrema beleza e potencial turístico.
No entanto, a persistir a política econômica do país, as faltas de política industrial, agrícola e de planejamento, continuarão a mandar empresas para fora do país e a exportar empregos.
Werner Schumacher
Economista
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A Economia de Mercado e a Democracia
Na teoria o mercado perfeito ou ideal é aquele que nenhum agente econômico (empresas, produtores rurais, governo, bancos e consumidores) consegue interferir no preço de uma mercadoria, este se regula sozinho. Na verdade isto só se dá na teoria, na prática é diferente.
Toda empresa quer, precisa e deve dominar o mercado, mas isto é considerado monopólio, de certo modo aceito apenas quando de propriedade do Estado, como algumas empresas que conhecemos. No setor de gás industrial, por exemplo, há diversos projetos de investimentos, no entanto, estão parados por dependerem da Petrobras e de uma regulamentação do mercado pelo governo, por esta razão o nosso gás é o 2º mais caro do mundo.
Quando não há monopólio, as empresas acabam por buscar a formação de oligopólios ou a prática de cartéis. As grandes corporações são hoje verdadeiros oligopólios, como exemplo, podemos citar o caso dos refrigerantes onde apenas 4 (quatro) empresas – menos de 0,5% das fábricas instaladas no Brasil – dominam 80% do mercado.
Estas empresas estão sendo acusadas de comprarem espaços nos supermercados para que os demais não os tenham. Também, oferecem outros produtos aos supermercados e se estes não os querem, forçam a venda dizendo que não irão entregar o produto de maior venda, além de praticarem preços abaixo daqueles de mercado com produtos de 2ª linha a fim de aumentarem o seu domínio e eliminar concorrentes.
Já a prática de cartel seguidamente é vista no noticiário, principalmente, por alguns postos de gasolina que combinam entre si um mesmo preço a praticar na bomba. Todas estas práticas são condenáveis e exigem a intervenção do governo.
O mercado não é santo e muito menos Deus.
O governo pode intervir de diversas formas, mas pouco faz para mudar a questão estrutural da economia, quando muito se vale de medidas conjunturais. A política monetária brasileira, com a cobrança de juros abusivos tem incentivado a entrada de capitais estrangeiros no país e isto vem sendo a causa da valorização da nossa moeda em relação ao dólar americano. Hoje o Real é a moeda mais apreciada no mundo em relação ao dólar, 36%.
Se um brasileiro for ao Uruguai hoje, este poderá comer praticamente dois Big Mac’s lá pelo mesmo valor que se paga um aqui. O nosso é o sexto mais caro do mundo. Aliás, aqui se paga mais por um lanche e um refrigerante do que estes acompanhado de batata frita, mais produto por um preço menor. Isto é picaretagem, engodo.
O Real apreciado torna as importações mais baratas e por esta razão estamos assistindo um verdadeiro “Tsunami” de vinhos importados e outras mercadorias no mercado brasileiro e esta oferta maior tem provocado à queda das vendas dos produtos nacionais e, pior ainda, no caso da uva, uma difícil colocação da fruta produzida na Serra Gaúcha. Como se pode ver o desequilíbrio entre a oferta e a procura, neste caso, é provocado por uma política governamental e não pela “Lei” de oferta e procura, leia-se mercado.
Dificilmente, a economia de mercado consegue promover por si só o equilíbrio entre a oferta e a procura, consequentemente, um preço justo para vendedores e compradores, pois o mercado está sujeito a chuvas e trovoadas, tornando necessária a intervenção do governo, que infelizmente na maioria das vezes não é satisfatória.
Se considerarmos que a produção de uva na Serra Gaúcha representa 90% da produção de vinhos do país, a conseqüência desta política monetária é um verdadeiro desastre para o setor, trágica para as mais de 15 mil famílias vivem da produção de uvas.
Diante desta situação, há um bom tempo, o IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho, por decisão de um colegiado, resolveu – acertadamente - realizar diversas campanhas promocionais para melhorar a imagem do nosso o vinho e, consequentemente, aumentar o seu consumo.
Isto foi alcançado, de janeiro a outubro deste ano as vendas cresceram quase 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
Hoje, no entanto, a realidade é outra, pois 80% do mercado de vinhos finos, para onde houve maior canalização de recursos, está nas mãos de apenas 3 (três) empresas, que agregam menos de 10% das famílias produtoras de uva da região.
Não é difícil observar isto no momento, mas este fato é uma clara demonstração de que toda a ação deve ser planejada e revista nos momentos oportunos, principalmente, quando os recursos são oriundos de um fundo público, portanto, hoje é preciso inverter estes valores e beneficiar a totalidade das famílias ou o maior número possível delas.
O principal problema atualmente da cadeia produtiva uva e vinho é o preço da fruta, o recebimento desta pela indústria e o pagamento da colheita. Isto pode comprometer o futuro da agricultura familiar da região, pois já se presencia um desemprego invisível no meio rural, uma vez que os filhos dos agricultores precisam trabalhar na cidade para ajudar no sustento familiar.
Não se trata aqui de culpar A, B ou C, não há culpados, principalmente em um setor pouco unido e participativo, mas hoje é no mínimo contraditória a alegação de que a adoção do Selo de Controle Fiscal para vinhos – aquele utilizado na cachaça – irá proteger estas famílias, que momentaneamente estão abandonadas. Tudo isto ocorre pela precária participação política nas entidades – associações empresariais, sindicatos, etc. – e as decisões tomadas acabam por beneficiar a minoria, colocando em risco a democracia.
Como bem diz Frei Beto, nossa democracia não é representativa, muito menos participativa, é delegativa, ou seja, colocamos as pessoas lá e esperamos que elas façam algo por nós, só que nunca cobramos, controlamos, etc. Sem participação, não adianta reclamar, vence sempre o poder econômico, afinal, quem manda é o Deus Mercado e aqui apenas os valores econômicos ditam as regras.
Toda empresa quer, precisa e deve dominar o mercado, mas isto é considerado monopólio, de certo modo aceito apenas quando de propriedade do Estado, como algumas empresas que conhecemos. No setor de gás industrial, por exemplo, há diversos projetos de investimentos, no entanto, estão parados por dependerem da Petrobras e de uma regulamentação do mercado pelo governo, por esta razão o nosso gás é o 2º mais caro do mundo.
Quando não há monopólio, as empresas acabam por buscar a formação de oligopólios ou a prática de cartéis. As grandes corporações são hoje verdadeiros oligopólios, como exemplo, podemos citar o caso dos refrigerantes onde apenas 4 (quatro) empresas – menos de 0,5% das fábricas instaladas no Brasil – dominam 80% do mercado.
Estas empresas estão sendo acusadas de comprarem espaços nos supermercados para que os demais não os tenham. Também, oferecem outros produtos aos supermercados e se estes não os querem, forçam a venda dizendo que não irão entregar o produto de maior venda, além de praticarem preços abaixo daqueles de mercado com produtos de 2ª linha a fim de aumentarem o seu domínio e eliminar concorrentes.
Já a prática de cartel seguidamente é vista no noticiário, principalmente, por alguns postos de gasolina que combinam entre si um mesmo preço a praticar na bomba. Todas estas práticas são condenáveis e exigem a intervenção do governo.
O mercado não é santo e muito menos Deus.
O governo pode intervir de diversas formas, mas pouco faz para mudar a questão estrutural da economia, quando muito se vale de medidas conjunturais. A política monetária brasileira, com a cobrança de juros abusivos tem incentivado a entrada de capitais estrangeiros no país e isto vem sendo a causa da valorização da nossa moeda em relação ao dólar americano. Hoje o Real é a moeda mais apreciada no mundo em relação ao dólar, 36%.
Se um brasileiro for ao Uruguai hoje, este poderá comer praticamente dois Big Mac’s lá pelo mesmo valor que se paga um aqui. O nosso é o sexto mais caro do mundo. Aliás, aqui se paga mais por um lanche e um refrigerante do que estes acompanhado de batata frita, mais produto por um preço menor. Isto é picaretagem, engodo.
O Real apreciado torna as importações mais baratas e por esta razão estamos assistindo um verdadeiro “Tsunami” de vinhos importados e outras mercadorias no mercado brasileiro e esta oferta maior tem provocado à queda das vendas dos produtos nacionais e, pior ainda, no caso da uva, uma difícil colocação da fruta produzida na Serra Gaúcha. Como se pode ver o desequilíbrio entre a oferta e a procura, neste caso, é provocado por uma política governamental e não pela “Lei” de oferta e procura, leia-se mercado.
Dificilmente, a economia de mercado consegue promover por si só o equilíbrio entre a oferta e a procura, consequentemente, um preço justo para vendedores e compradores, pois o mercado está sujeito a chuvas e trovoadas, tornando necessária a intervenção do governo, que infelizmente na maioria das vezes não é satisfatória.
Se considerarmos que a produção de uva na Serra Gaúcha representa 90% da produção de vinhos do país, a conseqüência desta política monetária é um verdadeiro desastre para o setor, trágica para as mais de 15 mil famílias vivem da produção de uvas.
Diante desta situação, há um bom tempo, o IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho, por decisão de um colegiado, resolveu – acertadamente - realizar diversas campanhas promocionais para melhorar a imagem do nosso o vinho e, consequentemente, aumentar o seu consumo.
Isto foi alcançado, de janeiro a outubro deste ano as vendas cresceram quase 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
Hoje, no entanto, a realidade é outra, pois 80% do mercado de vinhos finos, para onde houve maior canalização de recursos, está nas mãos de apenas 3 (três) empresas, que agregam menos de 10% das famílias produtoras de uva da região.
Não é difícil observar isto no momento, mas este fato é uma clara demonstração de que toda a ação deve ser planejada e revista nos momentos oportunos, principalmente, quando os recursos são oriundos de um fundo público, portanto, hoje é preciso inverter estes valores e beneficiar a totalidade das famílias ou o maior número possível delas.
O principal problema atualmente da cadeia produtiva uva e vinho é o preço da fruta, o recebimento desta pela indústria e o pagamento da colheita. Isto pode comprometer o futuro da agricultura familiar da região, pois já se presencia um desemprego invisível no meio rural, uma vez que os filhos dos agricultores precisam trabalhar na cidade para ajudar no sustento familiar.
Não se trata aqui de culpar A, B ou C, não há culpados, principalmente em um setor pouco unido e participativo, mas hoje é no mínimo contraditória a alegação de que a adoção do Selo de Controle Fiscal para vinhos – aquele utilizado na cachaça – irá proteger estas famílias, que momentaneamente estão abandonadas. Tudo isto ocorre pela precária participação política nas entidades – associações empresariais, sindicatos, etc. – e as decisões tomadas acabam por beneficiar a minoria, colocando em risco a democracia.
Como bem diz Frei Beto, nossa democracia não é representativa, muito menos participativa, é delegativa, ou seja, colocamos as pessoas lá e esperamos que elas façam algo por nós, só que nunca cobramos, controlamos, etc. Sem participação, não adianta reclamar, vence sempre o poder econômico, afinal, quem manda é o Deus Mercado e aqui apenas os valores econômicos ditam as regras.
Assinar:
Postagens (Atom)