"Não converso com o presidente Lula pelos jornais", diz Ciro Gomes
Depois de um périplo de um mês por Berlim e Paris, onde passou férias, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) voltou à ribalta decidido, aparentemente, a manter sua candidatura à Presidência. Sem fumar há três meses e com um tom variando entre o irônico e o irritado, Ciro disse que "o santo Lula está errado" ao defender que ele desista de disputar o Planalto em favor da ministra Dilma Rousseff. Derrotado duas vezes na corrida presidencial (1998 e 2002), Ciro garantiu que só deixará de ser candidato ao Planalto se seu partido assim quiser. Disse que não será candidato ao governo de São Paulo e considerou "golpistas" as articulações do ex-ministro José Dirceu na promoção de alianças estaduais. Ex-ministro de Lula, Ciro qualificou como "frouxa" a coalizão PMDB-PT em torno da candidatura Dilma. O senhor desistiu de ser candidato à Presidência da República? Mantenho minha candidatura. Pretendo ser candidato à Presidência para explorar ao máximo a complexidade e a riqueza do sistema de dois turnos. Minha intenção é ser candidato para valorizar e proteger o cidadão brasileiro do malefício que é a volta ao passado. Só eu posso sinalizar para o futuro. Vou conservar o rumo extraordinário que o Lula iniciou no País. Só eu posso fazer a justa transição com a necessária e indispensável dose de renovação no País. Por que só o senhor? Pela minha circunstância política. Sou aliado do Lula nas horas críticas. Sou aliado dele desde 1989, fui em 2002 e depois participei do governo dele. Então por que o presidente Lula escolheu a Dilma Rousseff como sua candidata à Presidência da República e não o senhor? Não sou do PT. É naturalíssimo que ele opte por um candidato do partido dele. O presidente Lula já manifestou a aliados que prefere que o senhor desista da candidatura à Presidência. Não converso com o presidente Lula pelos jornais. Não recebo recados. Há uma divergência de opinião. Lula respeita a minha candidatura. Mas sem obsessão, ele acha que a melhor tática seria reunir as nossas forças em um embate plebiscitário. O presidente Lula já pediu diretamente para o senhor ser candidato ao governo de São Paulo? Não trato o Lula como um mito. Trato como líder político. O Lula me fez um apelo para transferir o título para São Paulo. Alegou que isso ajudaria a arrumar o quadro lá. Não sou candidato ao governo de São Paulo e falei isso para o Lula. Mantenho a minha candidatura à Presidência da República. A sua candidatura não tem o apoio de nenhum partido, enquanto o PT e o PMDB têm praticamente fechada uma aliança em torno do nome de Dilma Rousseff. Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão. Há um consenso de que sua desistência em disputar a Presidência beneficiaria a candidatura de Dilma Rousseff. O PSDB e o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto está errado. Sua candidatura perdeu fôlego na última pesquisa de intenção de voto. Nunca tive tanta força como tenho agora. Estamos mais bem situados nos Estados do que o PT. É só dar uma olhada. Agora eu estou no céu. Tenho três governadores aliados, tenho base no Brasil inteiro. Problema de aliança quem tem é o PT. O PSB só tem problemas em Sergipe e no Rio Grande do Norte. O PT está pedindo que eu seja candidato ao governo de São Paulo. Quem está forte mesmo? O ex-ministro José Dirceu tem conversado com os aliados para fechar alianças do PT nos Estados. Pode escrever aí: Ciro Gomes não concorda com a articulação do Zé Dirceu, do PT. Isso é coisa golpista. Por que golpista? Não vou explicar isso... Quando Lula foi acusado de tráfico de influência, o Zé Dirceu era presidente do PT e abriu inquérito contra Lula na comissão de ética do partido para apurar as relações dele com o compadre Roberto Teixeira. Ele quis acabar com o Lula lá atrás. O Zé Dirceu estava decidido a destruir o Lula, era um trabalho para liquidar o Lula. Como o senhor vai viabilizar sua candidatura à Presidência apenas com o seu partido, o PSB? Eu vou tentar trazer os outros partidos para a minha candidatura. E se o PSB não quiser que o senhor seja candidato à Presidência da República? Se não quiser, estou feliz da vida. Fim de papo. Paro um pouco. Não vou ser candidato a deputado, não tenho pretensão de ser governador de São Paulo. Para mim, a política não é um meio de vida. | ||||
Jornal O Estado de S. Paulo | ||||
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Não converso com o presidente Lula pelos jornais", diz Ciro Gomes
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Bento: União de Associações de Bairros elege novo Presidente
Bento: União de Associações de Bairros elege novo Presidente
Depois de um empate na eleição realizada no final do ano de 2009, e um erro na impressão de cédulas quando da realização de nova eleição, aconteceu nesta segunda-feira 25, mais uma eleição para escolha da nova diretoria da União das Associações de Bairros (UAB), de Bento Gonçalves. Concorriam pela chapa nº 01, Darci da Silva e pela chapa nº 02 Ari Pelicioli. A eleição, que foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores na noite desta segunda, contou com a participação de 38 presidentes de Associações com direito a voto. Após escrutínio o resultado foi de 30 votos para a chapa de número DOIS e 08 votos para a chapa de número UM, elegendo portanto Ari Pelicioli como novo presidente da UAB.
* Reportagem Antônio Sérgio de Oliveira
* Reportagem Antônio Sérgio de Oliveira
Notícia extraída da Rádio Viva. Vá direto na notícia.
http://vivanews.com.br/noticia.php?noticia=45900#
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
SUSTENTABILIDADE E VIABILIDADE DA AGRICULTURA FAMILIAR
De 22 a 24 de janeiro próximos ocorrerá o
I FORUM SOCIAL MUNDIAL DA SERRA GAÚCHA
e um dos temas a serem tratados será a
SUSTENTABILIDADE E VIABILIDADE DA AGRICULTURA FAMILIAR
Este eixo busca questionar o atual modelo de desenvolvimento agrícola praticado em toda a Serra Gaúcha que vem demonstrando sinais de esgotamento, pois entra ano e sai ano o agricultor sai de uma crise para entrar noutra, em outras palavras, apenas sobrevive.
No caso específico da viticultura, não é mais possível depender apenas do preço mínimo da uva. Também, constata-se uma dependência cada vez maior de adubação e tratamentos químicos, encarecendo a produção e comprometendo não apenas a saúde dos produtores como aquela ambiental.
Portanto, é preciso pensar novos modelos que possam social, cultural, ambiental e economicamente dar sustentabilidade a nossa agricultura familiar sob pena de fragilizá-la cada vez mais e isto não é bom para ninguém, afinal, 70% ou mais dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros são originários desta fonte de produção.
A característica fundamental da agricultura familiar da Serra Gaúcha é a pequena propriedade e mostraremos as políticas públicas existentes para atender este segmento da economia brasileira através de representante do MDA Ministério de Desenvolvimento Agrário aqui no Rio Grande do Sul. Neste tema poderemos apresentar sugestões de modo que elas tornem mais acessíveis ao produtor e que venham acompanhadas de extensão rural, sem a qual financiamento, por mais “barato” que seja, não ajuda muito.
Por outro lado, diante dos atuais problemas ambientais, oriundos do atual modelo existente, discutiremos as possibilidades da agroecologia para a produção de hortaliças e frutíferas, mas também seus aspectos legais e contaremos com o depoimento de produtores orgânicos que encontraram nesta atividade uma alternativa para a sustentabilidade de suas propriedades, uma clara demonstração de que outro modelo é possível.
Por fim, discutiremos o nosso futuro como produtores familiares através de novas perspectivas, que possam de fato viabilizar a agricultura familiar de modo mais perene e estável, não dependente apenas de poucas culturas, mas de uma melhor distribuição e pelo aproveitamento do turismo rural.
Abaixo segue a programação, contamos com a sua presença.
Abraços
Werner Schumacher
PROGRAMAÇÃO - 23/01/10
TARDE
Mediador:
Diogo Guerra
13h 30min: Nilton Pinho de Bem – MDA Tema: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar.
14h 30min: Luiz Carlos Rupp (Pida) e André Luiz Rodrigues Gonçalves – Centro Ecológico de Ipê Tema: Agroecologia : uma alternativa para a Agricultura Familiar.
15h 15 min: Gilmar Bellé – AECIA Tema: Experiências dos Pioneiros: um novo modelo é possível.
15h 50 min - INTERVALO
16h00min: Rogério Dalló – Secretário Geral da COLACOT Tema: Perspectivas de Sustentabilidade da Agricultura Familiar.
16h 45min: abertura para plenário conforme inscrições ou por escrito
17h 30min: Sistematização dos assuntos abordados no Eixo/encaminhamentos
18h: Encerramento das atividades do dia.
Local: Ginásio de Esportes de Bento Gonçalves, próximo ao Hotel Dall'Onder
PROGRAMAÇÃO - 24/01/10:
MANHÃ:
8h: Programação Cultural: Exposição Fotográfica sobre o Meio Ambiente – Registro de algumas ações da ABEPAN e distribuição de mudas de árvores.
9h -11h30min: Oficina I – 45 participantes –– Visita técnica à propriedades de Agricultura Familiar Orgânica (Hortaliças) – Propriedade de Ronaldo Fardo (Garibaldi). Monitor: Leandro Venturim Centro Ecológico de Ipê.
9h -11h 30min: Oficina II – 45 participantes - Visita técnica à propriedades de Agricultura Familiar Orgânica (Fruticultura) – Propriedade de Jorge Mariani (Garibaldi). Monitor: Luis Carlos Rupp (Pida).
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
fsmserra@yahoo.com.br
http://www.fsmserragaucha.com.br/
I FORUM SOCIAL MUNDIAL DA SERRA GAÚCHA
e um dos temas a serem tratados será a
SUSTENTABILIDADE E VIABILIDADE DA AGRICULTURA FAMILIAR
Este eixo busca questionar o atual modelo de desenvolvimento agrícola praticado em toda a Serra Gaúcha que vem demonstrando sinais de esgotamento, pois entra ano e sai ano o agricultor sai de uma crise para entrar noutra, em outras palavras, apenas sobrevive.
No caso específico da viticultura, não é mais possível depender apenas do preço mínimo da uva. Também, constata-se uma dependência cada vez maior de adubação e tratamentos químicos, encarecendo a produção e comprometendo não apenas a saúde dos produtores como aquela ambiental.
Portanto, é preciso pensar novos modelos que possam social, cultural, ambiental e economicamente dar sustentabilidade a nossa agricultura familiar sob pena de fragilizá-la cada vez mais e isto não é bom para ninguém, afinal, 70% ou mais dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros são originários desta fonte de produção.
A característica fundamental da agricultura familiar da Serra Gaúcha é a pequena propriedade e mostraremos as políticas públicas existentes para atender este segmento da economia brasileira através de representante do MDA Ministério de Desenvolvimento Agrário aqui no Rio Grande do Sul. Neste tema poderemos apresentar sugestões de modo que elas tornem mais acessíveis ao produtor e que venham acompanhadas de extensão rural, sem a qual financiamento, por mais “barato” que seja, não ajuda muito.
Por outro lado, diante dos atuais problemas ambientais, oriundos do atual modelo existente, discutiremos as possibilidades da agroecologia para a produção de hortaliças e frutíferas, mas também seus aspectos legais e contaremos com o depoimento de produtores orgânicos que encontraram nesta atividade uma alternativa para a sustentabilidade de suas propriedades, uma clara demonstração de que outro modelo é possível.
Por fim, discutiremos o nosso futuro como produtores familiares através de novas perspectivas, que possam de fato viabilizar a agricultura familiar de modo mais perene e estável, não dependente apenas de poucas culturas, mas de uma melhor distribuição e pelo aproveitamento do turismo rural.
Abaixo segue a programação, contamos com a sua presença.
Abraços
Werner Schumacher
PROGRAMAÇÃO - 23/01/10
TARDE
Mediador:
Diogo Guerra
13h 30min: Nilton Pinho de Bem – MDA Tema: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar.
14h 30min: Luiz Carlos Rupp (Pida) e André Luiz Rodrigues Gonçalves – Centro Ecológico de Ipê Tema: Agroecologia : uma alternativa para a Agricultura Familiar.
15h 15 min: Gilmar Bellé – AECIA Tema: Experiências dos Pioneiros: um novo modelo é possível.
15h 50 min - INTERVALO
16h00min: Rogério Dalló – Secretário Geral da COLACOT Tema: Perspectivas de Sustentabilidade da Agricultura Familiar.
16h 45min: abertura para plenário conforme inscrições ou por escrito
17h 30min: Sistematização dos assuntos abordados no Eixo/encaminhamentos
18h: Encerramento das atividades do dia.
Local: Ginásio de Esportes de Bento Gonçalves, próximo ao Hotel Dall'Onder
PROGRAMAÇÃO - 24/01/10:
MANHÃ:
8h: Programação Cultural: Exposição Fotográfica sobre o Meio Ambiente – Registro de algumas ações da ABEPAN e distribuição de mudas de árvores.
9h -11h30min: Oficina I – 45 participantes –– Visita técnica à propriedades de Agricultura Familiar Orgânica (Hortaliças) – Propriedade de Ronaldo Fardo (Garibaldi). Monitor: Leandro Venturim Centro Ecológico de Ipê.
9h -11h 30min: Oficina II – 45 participantes - Visita técnica à propriedades de Agricultura Familiar Orgânica (Fruticultura) – Propriedade de Jorge Mariani (Garibaldi). Monitor: Luis Carlos Rupp (Pida).
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
fsmserra@yahoo.com.br
http://www.fsmserragaucha.com.br/
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
SCHUMACHER É APRESENTADO E INDICADO COMO PRÉ-CANDIDATO PELO PSB EM ENCONTRO ESTADUAL
Neste último sábado Werner Schumacher foi apresentado ao PSB em Reunião de Diretório Ampliada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e destacado como uma grande conquista do partido neste ano.
O Economista destacou a pujança de Bento Gonçalves e de todos os municípios da Serra Gaúcha na economia do Estado através da capacidade de empreender de seus cidadãos - com crise ou sem crise - principalmente, por fazerem desenvolvimento local, sem necessariamente depender de investimentos externos.
Por fim, disse ser o amor a razão de existência das pessoas e o amor é manifestado no desejo de proporcionar felicidade a quem se ama, felizmente à maioria isto demonstra amando a família, a esposa ou o esposo, no entanto, alguns manifestam em seus bolsos, cuecas e meias, enchendo-os de dinheiro, mas é preciso amar o próximo e por esta razão devemos encaminhar para o governo do Estado alguém que ame o Rio Grande e este nome é o Deputado do PSB Beto Albuquerque.
O Economista destacou a pujança de Bento Gonçalves e de todos os municípios da Serra Gaúcha na economia do Estado através da capacidade de empreender de seus cidadãos - com crise ou sem crise - principalmente, por fazerem desenvolvimento local, sem necessariamente depender de investimentos externos.
Por fim, disse ser o amor a razão de existência das pessoas e o amor é manifestado no desejo de proporcionar felicidade a quem se ama, felizmente à maioria isto demonstra amando a família, a esposa ou o esposo, no entanto, alguns manifestam em seus bolsos, cuecas e meias, enchendo-os de dinheiro, mas é preciso amar o próximo e por esta razão devemos encaminhar para o governo do Estado alguém que ame o Rio Grande e este nome é o Deputado do PSB Beto Albuquerque.
O EXCESSO DE CENTRALIZAÇÃO QUE ATRASA O PAÍS
O Brasil é um país de dimensões continentais e cada Estado tem as suas características particulares, no entanto, a grande maioria das decisões com respeito ao desenvolvimento do país é tomada em Brasília. Os Tecnocratas, como eram chamados os técnicos e burocratas do governo no tempo da ditadura e, talvez, aqui esteja à raiz da centralização, a partir de seus gabinetes no planalto decidem o que se deve fazer do Oiapoque ao Chuí e isto vem criando enormes distorções e atrasando o país.
A região da Serra Gaúcha é e sempre foi muito forte na criação de pequenos empreendimentos. Quando era criança, minha família seguidamente vinha a serra para comprar vinho, queijo, salame, capeletti, malhas, etc. Muitas empresas surgiram destas atividades. Não lembro de alguém passar mal ou morrer por comer estes alimentos.
Hoje, o número destes estabelecimentos é grande, pois o turismo rural e o enoturismo intensificaram estas atividades. Há não mais de cinco anos o número de vinícolas na região dobrou e inúmeras pousadas e restaurantes surgiram. Estes nem sempre atendem as recentes normas criadas em Brasília e muitos por isto poderão fechar as portas.
Concordamos com a exigência de determinadas condições de higiene para a produção de alimentos, mas chegar ao ponto de exigir uma “sala pra lavar alface” como ironizou um amigo interessado em instalar um restaurante na sua pousada, é um exagero e, sem dúvida, há muitos exageros.
Várias construções da nossa região são de pedra talhada ou taipa e pela nova legislação há a exigência em alguns casos de revestir estas paredes com azulejo, um verdadeiro crime contra o nosso patrimônio histórico e cultural. Quem não gosta de ver salames e copas pendurados nos porões destas casas?
Por outro lado, a legislação não é clara, dando margem a diversas interpretações. Para isto, pregam a contratação de consultorias para fazer um diagnóstico de cada empresa e apresentar um projeto para adaptação as novas normas. Este custo – o famigerado Custo Brasil – não é baixo e na maioria das vezes impagáveis.
Também, é visível a máxima de “cada macaco no seu galho”, ou seja, ora é assunto duma repartição, ora de outra e assim vivemos perdidos, imobilizados, pois nada avança além de um documento levar – no mínimo – uma semana para ir de uma mesa a outra dentro de uma repartição pública.
Não é difícil em um país com as dimensões do Brasil funções se sobreporem. A legislação para a produção de vinhos é responsabilidade do Ministério da Agricultura, mas há ingerência da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ligada ao Ministério da Saúde e praticamente apenas no nosso Estado, a Secretaria da Agricultura também está presente.
Pelo fato do Brasil ser dividido em Estados, caberia a federação criar a Lei, conjuntamente com os mesmos, para que estes a aplicassem e também fiscalizassem o seu cumprimento.
Como nada está definido e ninguém quer se comprometer, muitas vezes leva-se ano(s) para se obter uma licença e, quando não muito, as regras mudam frequentemente, levando a um total desnorteamento e a contratação, mais uma vez, de consultores, formando um verdadeiro cartel destes serviços, que deveriam ser fornecidos gratuitamente pelo Sistema S (Sebrae, Senar, Sesi, etc.).
Vejam o caso do selo para vinhos, aqueles favoráveis a esta medida de controle fiscal, alegam além do descaminho, a sonegação e a produção clandestina sem controle, as vezes com razão, mas é esta a única solução. Não seria o caso de se dar condições para que os micro e pequenos produtores saiam da clandestinidade? Esta nunca terminará enquanto não houver condições de inclusão social.
O Brasil hoje é governado para os trabalhadores e pequenos produtores, jamais na história deste país se viu tamanha inclusão social, no entanto, alguns de seus Tecnocratas parecem estar mais a serviço do modelo de desenvolvimento hegemônico vigente, voltado para as grandes corporações, pois estas pressionam propositadamente a criação de dificuldades operacionais para os pequenos e assim dominarem "democraticamente" o mercado. Pela legalidade, nunca pela legitimidade.
Não se é a favor da sonegação, da clandestinidade ou da produção sem as mínimas condições sanitárias. É-se a favor dos micro e pequenos produtores, que se dê a estes oportunidade de inclusão social. Afinal, um mundo de pequenos fortes e unidos, voltado de fato para as pessoas, seria um mundo sem crise, pois esta que alguns dizem estar acabando, mas que todos estão pagando a conta – principalmente os pequenos - é oriunda das grandes corporações, que recebem ajuda governamental em nome do emprego e da estabilidade financeira, na verdade, para garantia dos honorários milionários de seus executivos e do lucro dos acionistas, o assim chamado motor do economia.
Enquanto o motor da justiça social, de quem mais emprega, de quem põe 70% do alimento na mesa dos brasileiros recebe o que?
Tiro nas costas, fogo amigo, etc.
Felizmente, a natureza está do nosso lado e em breve será o único e verdadeiro motor da economia.
Werner Schumacher
Economista
A região da Serra Gaúcha é e sempre foi muito forte na criação de pequenos empreendimentos. Quando era criança, minha família seguidamente vinha a serra para comprar vinho, queijo, salame, capeletti, malhas, etc. Muitas empresas surgiram destas atividades. Não lembro de alguém passar mal ou morrer por comer estes alimentos.
Hoje, o número destes estabelecimentos é grande, pois o turismo rural e o enoturismo intensificaram estas atividades. Há não mais de cinco anos o número de vinícolas na região dobrou e inúmeras pousadas e restaurantes surgiram. Estes nem sempre atendem as recentes normas criadas em Brasília e muitos por isto poderão fechar as portas.
Concordamos com a exigência de determinadas condições de higiene para a produção de alimentos, mas chegar ao ponto de exigir uma “sala pra lavar alface” como ironizou um amigo interessado em instalar um restaurante na sua pousada, é um exagero e, sem dúvida, há muitos exageros.
Várias construções da nossa região são de pedra talhada ou taipa e pela nova legislação há a exigência em alguns casos de revestir estas paredes com azulejo, um verdadeiro crime contra o nosso patrimônio histórico e cultural. Quem não gosta de ver salames e copas pendurados nos porões destas casas?
Por outro lado, a legislação não é clara, dando margem a diversas interpretações. Para isto, pregam a contratação de consultorias para fazer um diagnóstico de cada empresa e apresentar um projeto para adaptação as novas normas. Este custo – o famigerado Custo Brasil – não é baixo e na maioria das vezes impagáveis.
Também, é visível a máxima de “cada macaco no seu galho”, ou seja, ora é assunto duma repartição, ora de outra e assim vivemos perdidos, imobilizados, pois nada avança além de um documento levar – no mínimo – uma semana para ir de uma mesa a outra dentro de uma repartição pública.
Não é difícil em um país com as dimensões do Brasil funções se sobreporem. A legislação para a produção de vinhos é responsabilidade do Ministério da Agricultura, mas há ingerência da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ligada ao Ministério da Saúde e praticamente apenas no nosso Estado, a Secretaria da Agricultura também está presente.
Pelo fato do Brasil ser dividido em Estados, caberia a federação criar a Lei, conjuntamente com os mesmos, para que estes a aplicassem e também fiscalizassem o seu cumprimento.
Como nada está definido e ninguém quer se comprometer, muitas vezes leva-se ano(s) para se obter uma licença e, quando não muito, as regras mudam frequentemente, levando a um total desnorteamento e a contratação, mais uma vez, de consultores, formando um verdadeiro cartel destes serviços, que deveriam ser fornecidos gratuitamente pelo Sistema S (Sebrae, Senar, Sesi, etc.).
Vejam o caso do selo para vinhos, aqueles favoráveis a esta medida de controle fiscal, alegam além do descaminho, a sonegação e a produção clandestina sem controle, as vezes com razão, mas é esta a única solução. Não seria o caso de se dar condições para que os micro e pequenos produtores saiam da clandestinidade? Esta nunca terminará enquanto não houver condições de inclusão social.
O Brasil hoje é governado para os trabalhadores e pequenos produtores, jamais na história deste país se viu tamanha inclusão social, no entanto, alguns de seus Tecnocratas parecem estar mais a serviço do modelo de desenvolvimento hegemônico vigente, voltado para as grandes corporações, pois estas pressionam propositadamente a criação de dificuldades operacionais para os pequenos e assim dominarem "democraticamente" o mercado. Pela legalidade, nunca pela legitimidade.
Não se é a favor da sonegação, da clandestinidade ou da produção sem as mínimas condições sanitárias. É-se a favor dos micro e pequenos produtores, que se dê a estes oportunidade de inclusão social. Afinal, um mundo de pequenos fortes e unidos, voltado de fato para as pessoas, seria um mundo sem crise, pois esta que alguns dizem estar acabando, mas que todos estão pagando a conta – principalmente os pequenos - é oriunda das grandes corporações, que recebem ajuda governamental em nome do emprego e da estabilidade financeira, na verdade, para garantia dos honorários milionários de seus executivos e do lucro dos acionistas, o assim chamado motor do economia.
Enquanto o motor da justiça social, de quem mais emprega, de quem põe 70% do alimento na mesa dos brasileiros recebe o que?
Tiro nas costas, fogo amigo, etc.
Felizmente, a natureza está do nosso lado e em breve será o único e verdadeiro motor da economia.
Werner Schumacher
Economista
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Um “Happy Hour” regado a Patrimônio Histórico e Cultural
Parafraseando o Presidente Lula, jamais na história de Bento Gonçalves teve uma audiência pública tão feliz quanto a realizada nesta 5ª feira, para tratar do patrimônio histórico e cultural do município.
Não creio que alguém saiu insatisfeito da Câmara de Vereadores, pois foi de fato um entardecer muito feliz, uma vez que tivemos uma verdadeira aula de cidadania. O Projeto-Lei foi apresentado e todos tiveram a possibilidade de se manifestar e o consenso foi geral, de que a sociedade civil e pública estão no caminho certo para se encontrar uma forma de preservação da memória municipal.
A riqueza da região é fruto da sua imigração e colonização e esta se deu através do desenvolvimento local e regional, ou seja, inicialmente foi feito pelas e para as pessoas das comunidades. Esta é a forma mais saudável de desenvolvimento, pois não depende do investimento de capital externo, se vale única e exclusivamente do empreendedorismo local.
Nosso povo é empreendedor, de certa forma muito apegado aos valores monetários, por esta razão é preciso frear as vezes esta compulsão, a fim de que possamos preservar a nossa história.
É certo que o futuro não se constrói do passado, mas cada tijolo assentado hoje, nos conduzirá a uma situação positiva ou negativa no futuro. O que aqui foi feito é digno de orgulho e qualquer povo, comunidade, município, estado ou país, precisa ter orgulho do seu passado para construir o futuro.
O progresso e o futuro não são construídos apenas pelo crescimento econômico, muitas vezes este é perverso, pois excluem os aspectos e valores humanos, consideram apenas a eficiência econômica. Por esta razão, o entardecer desta última quinta-feira foi maravilhoso, uma verdadeira aula de cidadania, de participação e de integração entre a sociedade civil, a classe política e o poder público, só assim construiremos uma democracia justa socialmente.
Todos concordaram que o turismo pode promover o desenvolvimento, preservando a nossa história haveremos de ter a capacidade de atrair milhares de italianos para conhecer esta pequena Itália. Vôos e mais vôos podem ser fretados neste sentido e a Copa pode ser uma grande oportunidade para isto.
Negócios que crescem a mais de 10% ao ano são muito poucos, turismo é um deles e cultura é outro. Tais ramos de negócio, só são superados pelo negócio ilícito, mas este não queremos para nós, portanto, todo cuidado é pouco para a preservação do nosso patrimônio histórico, cultural e artístico.
O povo de Bento Gonçalves está de parabéns.
Não creio que alguém saiu insatisfeito da Câmara de Vereadores, pois foi de fato um entardecer muito feliz, uma vez que tivemos uma verdadeira aula de cidadania. O Projeto-Lei foi apresentado e todos tiveram a possibilidade de se manifestar e o consenso foi geral, de que a sociedade civil e pública estão no caminho certo para se encontrar uma forma de preservação da memória municipal.
A riqueza da região é fruto da sua imigração e colonização e esta se deu através do desenvolvimento local e regional, ou seja, inicialmente foi feito pelas e para as pessoas das comunidades. Esta é a forma mais saudável de desenvolvimento, pois não depende do investimento de capital externo, se vale única e exclusivamente do empreendedorismo local.
Nosso povo é empreendedor, de certa forma muito apegado aos valores monetários, por esta razão é preciso frear as vezes esta compulsão, a fim de que possamos preservar a nossa história.
É certo que o futuro não se constrói do passado, mas cada tijolo assentado hoje, nos conduzirá a uma situação positiva ou negativa no futuro. O que aqui foi feito é digno de orgulho e qualquer povo, comunidade, município, estado ou país, precisa ter orgulho do seu passado para construir o futuro.
O progresso e o futuro não são construídos apenas pelo crescimento econômico, muitas vezes este é perverso, pois excluem os aspectos e valores humanos, consideram apenas a eficiência econômica. Por esta razão, o entardecer desta última quinta-feira foi maravilhoso, uma verdadeira aula de cidadania, de participação e de integração entre a sociedade civil, a classe política e o poder público, só assim construiremos uma democracia justa socialmente.
Todos concordaram que o turismo pode promover o desenvolvimento, preservando a nossa história haveremos de ter a capacidade de atrair milhares de italianos para conhecer esta pequena Itália. Vôos e mais vôos podem ser fretados neste sentido e a Copa pode ser uma grande oportunidade para isto.
Negócios que crescem a mais de 10% ao ano são muito poucos, turismo é um deles e cultura é outro. Tais ramos de negócio, só são superados pelo negócio ilícito, mas este não queremos para nós, portanto, todo cuidado é pouco para a preservação do nosso patrimônio histórico, cultural e artístico.
O povo de Bento Gonçalves está de parabéns.
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